24/08/2023

O que é longevidade? Isso interessa apenas aos idosos?

Assisti recentemente a uma mesa-redonda “virtual” sobre longevidade, promovida pela ACRJ – Associação Comercial do Rio de Janeiro, em parceria com a Iniciativa FIS. Esta última é um fórum de inovação em saúde.
Entre os vários brilhantes palestrantes, estiveram o Sergio Besserman Vianna (ex-IBGE e atual gestor do Jardim Botânico do Rio), Martha Oliveira (ex-ANS e atual empreendedora de apoio a idosos), Washington Fajardo (ex-Prefeitura do RJ)) e outros especialistas.
O que mais me chamou a atenção, sem desdouro a todos os que lá brilharam, foi algo aparentemente óbvio trazido pelo Besserman: – A Europa levou 100 anos para envelhecer no mesmo padrão do que o Brasil levou “apenas” 10 anos.
O que não é nada óbvio, disse ele, é que com esse envelhecimento brasileiro veloz precisamos preparar desde já os denominados jovens de hoje para que envelheçam de forma a que sejam mitigados os mesmos problemas que os idosos sofrem na atualidade.
É um brutal desafio. Porque confronta um suposto atual etarismo que privilegia – e parece mesmo dever privilegiar – os mais velhos, desassistidos, contra um futuro mais próximo dos chamados jovens da nossa década.
Então, são duas as providências: – Ao mesmo tempo em que devemos estar todos preparados para amparar os idosos, trata-se de enfrentar positivamente o tão propalado pacto intergeracional. Ou seja, incorporar neste pacto os jovens que serão velhos.
Tudo então é uma questão de escolha.
Enfim, pelo menos a saúde suplementar tem o dever de sair da mesmice do etarismo que está a segregar idosos e jovens. E mostrar tudo isso e resolver as escolhas. Estamos todos no mesmo barco civilizatório.   (Marcio Serôa de Araujo Coriolano - Capitólio)

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