05/04/22

Maioria das famílias precisaram de dinheiro para emergências em 2021

Reserva financeira, cheque especial, limite dos cartões de crédito e até novos empréstimos foram citados por entrevistados como as alternativas.

Cerca de 54% das famílias brasileiras precisaram realizar alguma atitude para ter dinheiro para emergências em 2021, apontou a pesquisa Raio X do Investidor Brasileiro, realizada pela Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais (Anbima) em parceria com o Datafolha. Ainda segundo o estudo, quando divididos por classes sociais, 58% da A/B, 57% da C e 45% da D/E informaram que precisaram de dinheiro após imprevistos.

Nas classes A e B, 45% retiraram dinheiro de aplicações financeiras ou de outras reservas criadas antes da pandemia. Já o cheque especial, o limite dos cartões de crédito e até novos empréstimos foram a segunda principal ferramenta financeira (28%) utilizada por pessoas dessa faixa de renda. E vender algum bem foi a opção de 13% da amostra das classes AB que tiveram que buscar recursos para emergências no ano passado.

O comportamento é parecido quando se analisa as respostas das pessoas da classe C: 43% retirou recurso de suas aplicações ou reservas; 28% recorreram ao cheque especial ou cartão de crédito e 14% venderam algum bem.

Já para as pessoas da classe D/E, 29% dos recursos vieram de investimentos (poupança, fundos, capitalização) e/ou outras reservas realizadas antes de 2020; e 21% de novos financiamentos, cheque especial e rotativo do cartão de crédito. Também nessa população, 14% dos que tinham algum bem optaram por vendê-lo para cobrir as despesas de última hora.

O superintendente de Comunicação, Certificação e Educação de Investidores da Anbima, Marcelo Billi, avalia que o estudo comprova um espaço para o Brasil avançar no ensino da educação financeira. "Reserva de emergência, como o próprio nome diz, é constituída para imprevistos, como podemos classificar os reflexos da pandemia sobre o bolso de milhares de brasileiros de todas as classes sociais. Mas ainda é grande o número de pessoas que recorre ao cheque especial, que é um dos instrumentos de crédito mais caros do mercado. Isso indica que precisamos avançar na educação financeira, tanto para ajudar as pessoas a se prepararem melhor para situações de emergência quanto para ensiná-las a identificar instrumentos de crédito que melhor se adequem a cada circunstância", diz.  

(O Dia Online)

Para melhorar a sua experiência utilizamos cookies essenciais e de acordo com a nossa Política de Privacidade, ao continuar navegando, você declara que concorda com estas condições.