01/08/22

Educação Financeira: Alta da inflação, parcelas de financiamento imobiliário ficam mais caras

Para solucionar esse problema, é possível que o devedor transfira sua dívida para outra instituição financeira, optando por uma condição melhor de pagamento.

O preço de tudo tem aumentado no país, e agora chegou a vez das parcelas de financiamento imobiliário. Assim, quem financiou seu imóvel com o indexador IPCA entre 2019 e 2020 está tendo uma grande surpresa na hora de pagar as parcelas.

Esse tipo de financiamento atualiza o valor do saldo devedor conforme a inflação e a rentabilidade da poupança. A vantagem disso eram os juros baixos, de 2,95% ao ano, e isso era oferecido nas linhas tradicionais de crédito. Para quem não teria um parcelamento muito longo, essa era uma boa opção.

Mas para o azar de quem optou por essa modalidade, a inflação disparou, e diante disso o valor das parcelas foi atualizado. Ainda houve um aumento na Selic quando o Banco Central tentou conter esse aumento de preço. E com a Selic acima de 8,5, a rentabilidade da poupança também aumenta.

Tomando como exemplo o financiamento de um imóvel de R$ 500 mil, com entrada de R$ 200 mil, no momento da assinatura do contrato a parcela seria de R$ 1.660. Contudo, com o aumento, o valor chegaria agora a R$ 1.958. Assim, um aumento de mais de R$ 300 pode trazer diversos prejuízos para a vida financeira das famílias.

Dois anos atrás, a projeção da inflação era mais otimista. Neste cenário atual, quem decidiu financiar um imóvel acabou optando pela TR, que chegou a ter um leve aumento na prestação, mas bem menor.

Quem comprou o imóvel na planta e ainda está pagando o INCC (Índice Nacional de Custo de Construção) tem pago 1,49% a mais na parcela, segundo os dados de maio.

Para solucionar esse problema, é possível que o devedor transfira sua dívida para outra instituição financeira, optando por uma condição melhor de pagamento, mas é preciso pesquisar bastante. Com isso, é possível passar de um financiamento IPCA para um TR. Essa troca passou a ser permitida há pouco, devido a uma flexibilidade dos bancos.

Tanto que, nos últimos meses, essa portabilidade de financiamento aumentou bastante. Sendo assim, uma taxa de juros de 12% pode passar para 9% mais a TR. Se fomos levar em conta um imóvel de R$ 950 mil, em 16 anos essa mudança pode levar a uma economia de R$ 380 mil.

Em caso de contrato com construtoras, o fluxo de pagamento da transação dessa dívida pode ser parcelada de 5 a 10 anos, sendo que em um financiamento bancário esse tempo pode aumentar para 35 anos.  

(Bruna Machado – Escola Educação)

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