INFORMATIVO DE RENTABILIDADE - MAIO/2026
Prezado(a) Participante,
Durante o mês de maio, o mundo enfrentou um cenário econômico desafiador com juros em alta e dinheiro mais caro. Apesar dos avanços nas negociações entre EUA-Irã, o conflito permaneceu como fator de pressão sobre os preços dos ativos e as taxas de juros, reduzindo apenas parcialmente as incertezas dos mercados.
Nos Estados Unidos, muitos esperavam que o Banco Central cortasse os juros, mas isso não se concretizou diante de um mercado de trabalho ainda resiliente e da alta nos preços de energia. Assim, nesse cenário eventual flexibilização seguiu perdendo força e os juros de longo prazo (10 e 30 anos) permaneceram em torno de 4,6% e 5,1%.
No Brasil, o Banco Central enfrentou uma inflação persiste em múltiplas frentes - combustíveis, serviços e pressões de políticas econômicas - o que exigiu cautela ao calibrar o ciclo de cortes de juros. As medidas de estímulo fiscal e crédito anunciadas amplificaram essa cautela, deixando dúvidas no mercado sobre o espaço para movimentos mais fortes e mesmo a continuidade dos cortes por parte da autoridade monetária.
Esse cenário de incerteza doméstica se somou às turbulências globais, refletindo-se com força na renda variável brasileira. Enquanto o S&P 500 avançou 5,1%, o Ibovespa recuou 7,22%, impactando significativamente os retornos dos planos financeiros. O fluxo de investidores estrangeiros, que havia sustentado a bolsa brasileira nos meses anteriores, se inverteu com a rotação para ações de tecnologia em mercados mais desenvolvidos. No recorte setorial, a Petrobras liderou as quedas com -14%, acompanhando a desaceleração do petróleo, enquanto Ambev (+12,5%) e Usiminas (+33,7%) se destacaram com resultados positivos. O índice de Small Caps também sofreu menos, recuando 4,12%.
No mercado de renda fixa local, os principais benchmarks fecharam abaixo do CDI. O IMA-B5, composto por NTN-Bs mais curtas, avançou 0,97%. O IMA-B registrou alta de 0,31%, enquanto o IMA B5+, de duration mais longa, recuou 0,20%. O IRF-M, composto por títulos prefixados, teve retorno de +0,68%. No mês, o CDI rendeu 1,07%.
Apesar da turbulência dos mercados, todos os planos entregaram retornos positivos em maio. Os planos financeiros, mais expostos à volatilidade da renda variável, registraram ganhos modestos: 0,59% no Básico e 0,74% no Suplementar. Os planos vitalícios, por sua vez, superaram significativamente esse desempenho com retornos de 1,09% para o Básico e 1,10% Suplementar.
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Atenciosamente,
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