INFORMATIVO RENTABILIDADE - JULHO 2025

Prezado participante,

A economia dos EUA mantém fundamentos sólidos, especialmente no mercado de trabalho, com a taxa de desemprego em torno de 4,2%. A inflação permanece elevada, mas em trajetória moderada. Apesar disso, cresce a pressão política por cortes de juros, intensificada pela possibilidade de Donald Trump indicar o próximo presidente do Federal Reserve, o que pode comprometer a independência da autoridade monetária.

No Brasil o mês começou com o choque do tarifaço aplicado pelo governo Trump ao Brasil, com a maior alíquota de todas já aplicadas, com exceção da escalada inicial contra a China, que já foi revertida. No final, a ordem executiva do governo americano isentou de tarifas cerca de 65% da pauta exportadora brasileira para os EUA, limitando os efeitos econômicos da medida.

Já o Copom decidiu interromper o ciclo de alta dos juros, mantendo a Selic em 15,00%, mas tomou cuidado em manter uma comunicação bastante dura, confirmando a manutenção de uma política monetária “significativamente contracionista por período bastante prolongado”. Entretando, a inflação acumulada em 12 meses (IPCA) está em 5,35%, com expectativa de queda para 4,70% até o fim do ano e 4,5% em 2026. Com base nas projeções do Banco Central — que considera a inflação esperada 18 meses à frente —, parte do mercado cogita o início do ciclo de cortes na Selic já em dezembro de 2025.

Quando olhamos os retornos dos ativos tivemos um mercado misto, com diferentes classes de ativos apresentando desempenhos divergentes. A taxa SELIC permaneceu em território positivo, com retorno de 1,27%, refletindo a continuidade da política monetária restritiva adotada pelo Banco Central. A curva de juros voltou a subir após um primeiro semestre favorável, influenciada pelo “tarifaço” anunciado pelo governo dos Estados Unidos.

Nesse contexto, o IMA-B registrou desempenho negativo de -0,79%, enquanto o IBOVESPA teve uma queda expressiva de -4,17%, destacando-se negativamente em relação às principais bolsas globais como o S&P que valorizou em 2% e o MSCI WORLD (BRL) em 4%.

No plano Básico Financeiro, as NTN-BS se destacaram como o principal detrator individual, com retorno negativo de -0,73% sobre o maior peso da carteira (34,00%), resultando em uma contribuição negativa de -0,25%. A Renda Variável também apresentou desempenho negativo, com retorno de -4,05% sobre um peso de 5,54%, contribuindo com -0,23%. Apesar da queda em termos absolutos, é importante destacar que esse resultado superou o desempenho do IBOVESPA no período.

O segmento imobiliário, por sua vez, registrou uma perda de aproximadamente R$ 500.000,00, contribuindo negativamente com -0,15%. Essa performance relevante foi consequência da conclusão de um processo judicial movido por um credor contra o Edifício Chrysler, que impactou significativamente o fluxo final de pagamentos do ativo. O evento está relacionado ao desinvestimento iniciado em 2022, cujo encerramento foi marcado por esse desfecho judicial adverso.

Assim o retorno do Plano Básico financeiro foi levemente positivo com retorno de 0,0046%, o Suplementar financeiro +0,13% e os vitalícios na ordem de 0,95%.

Se tiver dúvidas em relação ao seu plano de aposentadoria, não hesite em entrar em contato.

Atenciosamente,
Administração Fundambras
 

 

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