21/02/18

Tempo médio de desemprego aumenta para 14 meses

Mais de 90% dos que estão sem trabalho são das classes C, D e E.

O número de brasileiros à espera de um emprego era de 12,3 milhões de pessoas ao final de 2017. Mas a espera por uma vaga é longa: o tempo médio de desemprego já chega a 14 meses, maior do que em 2016, quando girava em torno de 12 meses.

Os dados são da pesquisa “O desemprego e a busca por recolocação profissional no Brasil”, realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais. Seis em cada dez desempregados estão dispostos a ganhar menos do que recebiam no último emprego, uma queda em relação ao ano passado (68%).

O estudo mostra o seguinte perfil dos desempregados: 59% são do sexo feminino, com média de idade de 34 anos; 54% têm até o ensino médio completo; 95% pertencem às classes C/D/E; e 58% têm filhos, a maioria menor de idade. Entre os que já tiveram um emprego antes, 34% atuavam no segmento de serviços, enquanto 33% no setor de comércio, e 14%, na indústria. A média de perma-nência no último emprego foi de aproximadamente dois anos e nove meses. No último emprego, 40% dos desempregados possuíam carteira assinada, 14% eram informais, e 11%, autônomos ou profissionais liberais. Já 8% dos desempregados atuais estão buscando a pri-meira oportunidade profissional. Em 56% dos casos, os entrevistados afirmam terem sido desligados da empresa, mas outros 17% garantem ter pedido demissão e 14% alegam que foi feito um acordo.

De acordo com o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, “as pessoas sabem que não podem ficar esperando em casa pelo reaquecimento do mercado e por isso buscam por alternativas de sobrevivência. Porém, informalidade também implica fragilidade. O trabalhador que atua nessas condições não tem proteção e está sujeito às variações do mercado”.  

(Agências)